segunda-feira, 31 de julho de 2017

SERÁ QUE ESTOU CUIDANDO CERTO DA MINHA ORQUÍDEA?

FICA A DICA DE HOJE - Como saber o que falta na orquídea? Como identificar os sintomas de fome e/ou excesso?

Se os adubos são os alimentos das plantas, sem eles elas ficam com fome não é? 

Observando a planta durante o seu desenvolvimento, tem-se às vezes um meio grosseiro, mas simples e prático para se determinar quais os elementos que estão faltando no substrato e, portanto, o que é necessário fornecer na adubação. É necessário porém, deixar bem claro o seguinte: na maioria dos casos há falta de nutrientes no substrato, só que a planta não manifesta os sinais de fome (manifestação visível na planta da deficiência nutricional). 

Você poderá identificar observando os sinais que ela apresenta. 

Abaixo vou relacionar os elementos químicos e você poderá verificar se há falta deles em sua planta. 

Primeiro vamos relacionar o nosso conhecido: NPK, conhecidos como Macronutrientes. 

Falta de Nitrogênio (N): 
Plantas fracas; folhas de cor verde clara ou verde amarelada uniforme, inicialmente nas mais velhas; dormência de gemas laterais; folhas menores devido ao menor número de células; amarelamento e posterior queda das folhas traseiras.

Falta de Fósforo (P): 
Plantas pouco desenvolvidas; folhas cor verde azulado; às vezes aparecem na planta tons vermelho-arroxeados; folhas amareladas, à princípio nas mais velhas, pouco brilhantes e eventualmente apresentando manchas pardas; gemas laterais dormentes; atraso no florescimento; número reduzido de flores.

Falta de Potássio (K): 
Clorose e depois necrose (cor de ferrugem ou marrom quase negro) das margens e pontas das folhas, inicialmente nas folhas mais velhas; deficiência de ferro induzida (obs.: excesso de K induz à deficiência de Mg).


Também existem outros elementos que são necessários à nossa orquídea. 

Cálcio (Ca): Deformação nas folhas novas, resultado do crescimento não uniforme da folha e às vezes com um gancho na ponta (a ponta da folha deixa de crescer); raízes pouco desenvolvidas; manchas pardo-amarelas entre as nervuras que às vezes podem se unir e tomar a cor de ferrugem; morte das gemas em desenvolvimento; dormência das gemas laterais; manchas necróticas inter nervais; cessação do crescimento apical das raízes, podendo apresentar aparência gelatinosa.

Magnésio (Mg): Clorose das folhas, geralmente começando e sendo mais severa nas mais velhas; clorose inter nerval (só as nervuras ficam verdes, enquanto que o espaço entre elas se torna amarelado, avermelhado ou pardacento); encurvamento das margens das folhas; desfolhamento.

Enxofre (S): As folhas mais novas apresentam clorose (cor verde clara) e eventualmente podem apresentar uma coloração adicional (laranja, vermelho, roxo); necrose e desfolhamento; folhas pequenas; redução no florescimento; enrolamento das margens das folhas; internódios curtos. (Obs.: excesso de S pode ocasionar clorose inter val).

Boro (Bo): Folhas pequenas com clorose inter nerval ou sem clorose, podendo apresentar deformações; folhas mais grossas que o normal e quebradiças, com nervuras suberificadas (cortiça) e salientes, às vezes com tons vermelhos ou roxos; morte do meristema apical da gema em desenvolvimento; raízes com pontas engrossadas e depois necróticas e ramificadas; pode ocorrer ausência de florescimento (obs.: excesso de boro pode ocasionar a queima das margens das folhas, onde há acúmulo desse nutriente.

Excesso de cloro (Cl): Diminuição das folhas (primeiro sintoma); clorose, bronzeamento, necrose; raízes curtas e não ramificadas causa a necrose das pontas e margens; amarelamento prematuro e queda das folhas.

Cobre (Cu): Folhas estreitas e quebradiças; folhas verde escuras inicialmente que tornam-se cloróticas nas pontas e margens. O excesso de cobre induz à deficiência de Fe; folhas com manchas aquosas, que tornam-se necróticas; morte precoce das folhas; diminuição no crescimento; cessação do crescimento radicular e radículas enegrecidas.

Ferro (Fe): As folhas mais novas mostram-se amareladas (clorose) e as nervuras apresentam-se com a cor verde escura o qual corresponde à distribuição do Fe no tecido. Obs.: o excesso de Fe causa manchas necróticas nas folhas).

Manganês (Mn): As folhas mais novas mostram-se amareladas; as nervuras e uma estreita faixa de tecido ao longo delas permanecem verdes, ficando com aspecto de serem nervuras mais grossas; manchas pequenas e necróticas nas folhas; formas anormais das folhas. Obs.: excesso de Mn, a princípio, induz à deficiência de Fe.

Molibdênio (Mo): Clorose malhada geral, manchas amarelo-esverdeadas ou laranja brilhantes em folhas mais velhas e depois necrose (manchas relacionadas à distribuição do Mo); ausência de florescimento.

Zinco (Zn): Folhas novas pequenas, estreitas e alongadas; encurtamento dos internódios; folhas com manchas amareladas e retorcidas. (Obs.: excesso de zinco induz à carência de Fe).


RESUMO:


Eficiência de absorção radicular x foliar

Paulo N. Camargo e Ody Silva.


Em fim, não desanime, se as plantas não receberem as doses exatas de adubo ainda podem ter um desenvolvimento satisfatório. Use sempre adubos de boa procedência e cuidado com as falsificações.
Procure por adubos que contenham Macro e Micronutrientes.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

DICAS DE CULTIVO DE ORQUÍDEAS RESUMIDO

QUADRO - RESUMO DE CULTIVO DAS PRINCIPAIS ORQUÍDEAS


Procurando ajudar àqueles que ainda tem dificuldades com as necessidades básicas de cultivo de algumas espécies, resolvi criar este quadro, que contém as principais espécies de orquídeas, bem como o grau de dificuldade, exigências quanto a luminosidade, temperatura e rega.

Saliento que pode haver maior ou menor grau de dificuldade dependendo da região em que você mora.

Os dados colocados neste quadro, foram obtidos através de pesquisa em livros e internet.

Espero que possa ser de grande utilidade para todos.



quarta-feira, 26 de julho de 2017

FIQUE DE OLHO NO SUBSTRATO PARA ORQUÍDEAS

SEMPRE FICA A DUVIDA: MORANDO NO SUL, POSSO USAR O MESMO SUBSTRATO QUE UMA AMIGA QUE MORA NO NORDESTE USA?


RESPOSTA: SIM! Porém você deverá misturar o tipo de substrato que sua amiga usa com outro.

Por que você deve misturar? Simples, o substrato pode até ser o mesmo, porém o tamanho e a mistura devem ser diferentes e vou explicar o porque abaixo, de acordo com as regiões do Brasil, em relação a umidade relativa do ar.

OBS: Quando se fala em umidade para as orquídeas, temos que estar atentos a UMIDADE DO AR e não ao aumento de regas.

A umidade ideal para a maior parte das orquídeas é em torno de 60 a 80%, pois nessa faixa os processos fisiológicos das plantas são otimizados e a troca gasosa fica dentro de um padrão aceitável. Lembrem que o ar seco favorece a perda de água pela folha, fazendo com que a planta se desenvolva menos ou pare de crescer.

DICA: verifique sempre as pontas das raízes, se elas são longas e de cor viva, indica boa umidade do ar e, elas se desenvolvem melhor e mais rápido. Se a umidade for muito baixa ou excessivamente alta, as pontas das raízes ficam curtas ou secam e a planta tem dificuldade para crescer e pode desidratar.



Primeiro vamos entender o que é a UMIDADE RELATIVA DO AR - UR ( não confundir com substrato molhado ou época de chuva)


umidade relativa do ar é a relação entre a quantidade de água existente no ar e a quantidade máxima que poderia haver na mesma temperatura . Ela é um dos indicadores usados na meteorologia para se saber como o tempo se comportará (fazer previsões).  O valor da UR varia entre 0 e 100%.

Para entender melhor: quando a UR está em 100%, dizemos que o ar está saturado, o que na prática é demonstrado pelo sereno, que seria o vapor de água condensado. 

Quando a UR está em torno de 20 a 30% devemos estar em estado de alerta, pois o ar fica muito seco. Que é quando devemos usar de "artifícios" para aumentar a umidade em nosso orquidário, seja através das bandejas umidificadoras, uso de fontes, ou até molhando o chão.

Então, vamos voltar ao assunto: SUBSTRATO X UMIDADE!


Para locais com baixa UR: Substratos com secagem lenta.
Dica: dê preferência ao uso de vasos plásticos.

Para locais com UR moderada: Substratos de secagem média.
Dica: dê preferência aos vasos de cerâmica (barro).

Para locais com a UR alta: Substratos com secagem rápida.
DICA: use cachepôs, tronquinhos, placas, cascas de peroba, etc.

Para locais com alta UR e calor: Substratos de secagem rápida.


Então! Você pode usar um ou vários tipos de substratos misturados de acordo com o clima da sua região. Se muito quente e com baixa umidade do ar, opte por sfagmos(musgo), brita zero, casca de pinus pequena, chips de coco, por exemplo, pois estes vão reter mais a umidade.

E se você mora em local onde a umidade do ar é alta tem que usar um ou vários, que tenham a secagem mais rápida, como tronquinhos de madeira, casca de pinus maiores, carvão, brita 01, entre outros.

Veja os tipos de substrato em relação a secagem em:
TIPOS DE SUBSTRATO E TEMPO DE SECAGEM

DICA: Fique sempre atento ao noticiário da sua cidade quando se refere ao clima e UR, pois assim poderá oferecer às suas orquídeas o que elas necessitam.

EXPOSIÇÕES DE ORQUÍDEAS - BRASIL - ONDE? O QUE VER?

MUITAS EXPOSIÇÕES ESTÃO ACONTECENDO. NÃO PERCAM!


Minhas dicas do que fazer nas exposições:

1 - Aproveite para se encantar com as belezas, é claro!

2 - Observe as características das plantas:
     a) Substrato: em que tipo? Qual é o mais usado?
     b) Que tipo de vaso é mais usado?
     c) Como ficam as raízes?
     d) Saúde da planta ( folhas, flores, pseudobulbo...)

3 - Converse com pessoas presentes: orquidófilos expositores, orquidófilos visitantes, vendedores e interessados no cultivo - Troque experiências! Pergunte! Tire suas dúvidas e suas conclusões!

4 - Assista à palestras ofertadas.

5 - Tire fotos!
      Faça fotos da planta toda, da flor (em close) e do nome.

      



6 - Sempre leve com você uma lista com as orquídeas que deseja e que pesquisou sobre elas, assim não comprará somente pela beleza da flor.

7 - Aproveite para comprar espécies que você deseja e materiais como substrato, adubo e afins.

8 - Para comprar:
     Observe o estado geral da planta e não somente a beleza da flor!
     - Veja:
       a) o estado das raízes ( elas devem estar com aspecto saudável)
       b) folhas: não devem estar cortadas (sinal que teve problemas), sem manchas ( a não ser a Oncidium Sharry Baby - orq chocolate, que é normal terem pintas nas folhas).
       c) Dê preferência às floridas e/ com hastes ou espatas quase abertas ( lembre-se que com a mudança de local, após alguns dias em casa ela poderá abortar flores e/ou botões devido ao estresse)
       d) Compre mudas de bom tamanho.

VAMOS VER ALGUMAS EXPOSIÇÕES QUE ACONTECEM OU QUE ESTÃO PARA ACONTECER ( as fotos abaixo estão por ordem alfabética e não por ordem de data de exposição):


















segunda-feira, 24 de julho de 2017

DE UM SIMPLES BROTO À FLOR

VAMOS CONHECER COMO UMA ORQUÍDEA CHEGA À FLOR...


Vamos falar das orquídeas Simpodiais, como as Cattleyas, que possuem um crescimento de forma contínua, sempre na horizontal. Geralmente, as simpodias possuem rizoma, que nada mais é que um "caule" que cresce sempre n sentido do substrato ( e que não deve ser "enterrado". é no rizoma que começam os pseudobulbos (mais conhecidos como "bulbo") ou hastes, que crescem com um número definido de folhas (unifoliada ou bifoliada) e depois não crescem mais. O pseudobulbo é responsável pela reserva de água e nutrientes das orquídeas e é de onde nascem as folhas, espatas e flores.


O início se dá através da GEMA ou seja, um broto, que inicialmente em dormência tem a forma de uma "olho" e que fica, em uma extremidade do rizoma, geralmente na base do pseudobulbo já maduro e que logo se transformará em um pseudobulbo novo. 


A gema vai aos poucos aumentando seu tamnho e tomando uma forma mais arredondada e pontuda e, pode-se observar o surgimento das primeiras bainhas que envolvem o pseudobulbo. Estas bainhas vão proteger o pseudobulbo até sua completa formação e podem ter a coloração arroxeada. Nesta fase, o crescimento segue o do rizoma, como um prolongamento deste, para depois se curvar para cima.



A partir deste momento o pseudobulbo inicia a adquirir a posição vertical mas, pode seguir a direção da luminosidade. Por isso, é tão importante deixar a frente a orquídea, onde nascem os brotos voltados para onde vem mais luz. 

Nesta fase as bainhas são maiores e se observarmos bem, veremos a formação de novas raízes.

Na foto abaixo, pode-se ver que as bainhas já deram lugar à folha verdadeira.




 Após a emissão de folhas novas inicia-se a formação de espatas, botões e flores. Nas fotos abaixo, o desenvolvimento da minha Cattleya Forbesii.

De todo o processo citado acima, talvez seja esta fase do desenvolvimento a mais importante, e por que não dizer, a mais crítica, pois agora o que predomina é o crescimento celular, que fará com que adquiram o tamanho normal da espécie (pseudobulbo, folhas, espatas e flores) e não se pode deixar de faltar cuidados essenciais com as regas, pois a planta se torna mais sensível a falta.









Nesta fase inicia-se a maturação da porção inicial do rizoma, observada pelo amarelamento e posterior seca das bainhas. Sendo esta a fase ideal para o tutoramento, pois os pseudobulbos estão mais flexíveis.

DICA: após as bainhas estarem secas, aconselho a retirá-las com cuidado para não estressar a planta. A retirada se faz necessária pois é um esconderijo preferido das cochonilhas.


sexta-feira, 21 de julho de 2017

QUE ORQUÍDEA TER DE ACORDO COM A MINHA REGIÃO?

ESCOLHA A ESPÉCIE DE ORQUÍDEA MAIS ADEQUADA DE ACORDO COM A SUA REGIÃO.


Se você mora no Sul
Aspásia (Aspasia lunata)



Se você mora no Centro-Oeste
Encíclia (Encyclia)

Encyclia Randii

Se você mora no Sudeste
Cimbídium (Cymbidium)

Cymbidium - Cultivo Tati Rodrigues

Se você mora no Nordeste
Cirtopódium (Cyrtopodium)

Cyrtopodium glutiniferum

Se você mora no Norte
Cocheleantes (Cochleanthes amazonica)

Cochleanthes amazonica

Todo o Brasil
Catleia (Cattleya)
C. Walkeriana - Cultivo Tati Rodrigues
Chuva-de-ouro (Oncidium)
Chuva de ouro - Cultivo Tati Rodrigues
Falenópsis (Phalaenopsis)
Mini Phalaenopsis - Cultivo Tati Rodrigues

Tenha orquídeas com flor o ano todo
Aqui vai um calendário da época em que cada orquídea dá flor
 
Primavera
Outubro: Brassia chloroleuca, Lycaste skinneri e Oncidium cebolleta
Novembro: Cattleya nobilior, Laelia purpurata e Promenaea stapelioides
Dezembro: Cattleya guttata, Dendrobium chrysanthum e Oncidium flexuosum
Verão
Janeiro: Aspásia luneta, Dendrobium phalaenopsis e Oncidium pumilum
Fevereiro: Brassavola perrine, Cattleya “Chocolate Drop” e Miltônia spectabilis
Março: Cattleya (híbrido), Doritis pulcherrima e Paphiopedilum callosum
Outono
Abril: Colmanara “Wildcat”, Encyclia cochleata e Ludisia discolor
Maio: Epidendrum longispata, Laelia anceps e Rodriguezia venusta
Junho: Gomesa crispa, Cymbidium giganteum e Phalaenopsis amabilis
Inverno
Julho: Cattleya trianae, Cymbidium (híbrido) e Zygopetalum crinitum
Agosto: Cattleya aurantiaca, Dendrobium superbum e Oncidium “Sharry Baby”
Setembro: Cattleya intermedia, Dendrobium nobile e Phalaenopsis schilleriana
 

ESQUEMA DE APOIO PARA REGAS

REGAR PODE SER UMA TAREFA FÁCIL, PORÉM O RESULTADO PODE NÃO SER ÀQUELE QUE ESPERAMOS!


Tenho abordado diversas vezes sobre rega. A necessidade, sintomas de falta e excesso, etc.

Porém, tenho acompanhado que muitas pessoas ainda tem dificuldades sobre o assunto, quando se trata de orquídeas.

Nas condições climáticas do Brasil, as orquídeas precisam ser regadas uma vez na semana ou menos, dependendo do clima da sua região. O melhor modo de verificar se precisa ou não de rega, ainda a melhor solução é colocar seu dedo a uns 2 cm de profundidade no substrato. Se sentir úmido, NÃO regue. Se tiver dúvidas, NÃO regue. As orquídeas toleram mais a falta do que o excesso de água.

Nesta postagem, vou tentar, ajudar para que você encontre sua REGRA em relação as regas, respondendo primeiramente à estas perguntas:

1 - Conheça o tipo de orquídea que você tem: 
      a) ela gosta de mais ou menos água?
      b) ela tem raízes grossas ou finas?
      c) em que substrato ela está plantada?
      d) que tipo de vaso está?
      e) em que fase de desenvolvimento está?

* Com relação ao tipo você poderá acessar o Orquídeas de A a Z e consultar o tipo de sua orquídea, verificando este item ( ORQUÍDEAS DE A a Z)

5 segredos da rega perfeita
· Dispense o prato que fica embaixo do vaso. Orquídeas não gostam de ter água parada nas raízes.
· Com o dedo indicador, toque o substrato (a “terrinha”) e sinta se ele está seco. Se estiver bem úmido, nada de água.
· Vai regar? Leve o vaso para uma pia ou um tanque e deixe a água encharcar a planta até escorrer pelos furinhos. Molhe inclusive na parte debaixo das folhas. Deixe escorrendo por alguns minutos até voltar o vaso para o lugar em que ele estava.
· Se a planta estiver florida, tome cuidado para não derrubar água na flor. Não é que ela não goste de rega, não! O problema é que flores molhadas atraem pulgões, fungos e bactérias.

· Orquídeas como as chuva-de-ouro ou as catleias, que têm caule gordinho, precisam de menos água do que as outras. Essa região é chamada de pseudobulbo e serve como uma reserva de comida.

Após responder a estas perguntas, veja o quadro abaixo:


MAIS ÁGUA                                          MENOS ÁGUA                                         
Raízes finas Raízes grossas ( - família Vandáceas)
Tocos de madeira, nó de pinho, placas, cachepôs Vasos em geral
Vaso pequenoVaso grande
Vaso poroso (argila/barro)Vaso não poroso (ex: plástico)
Em crescimento ativoRepouso/dormência
Lugares muito iluminadosLugares pouco iluminados
Temperatura altaBaixa Temperatura
Boa ventilação (forte corrente de ar)Baixa ventilação

BULBOS ENRUGADOS EM ORQUÍDEAS

SERIA NORMAL? É FALTA OU EXCESSO DE ÁGUA? O QUE ESTÁ ACONTECENDO?




Os pseudobulbos (mais conhecidos como bulbos) são a estrutura de reserva das orquídeas e de onde sai as folhas, depois espatas e finalmente flores, por isso eles são super importantes e temos que cuidar muito bem deles ( além das raízes, é claro). Quando começam folhas e o alongamento deles, inicia a formação de espatas e flores e, é nesta fase que o cuidado com as regas deve ser maior. Nesta fase a planta se torna muito sensível a falta de água, essencial para qe as células se expandam e, se isso não ocorrer o pseudobulbo não atingirá o tamanho e poderá não haver floração.


Os pseudobulbos ficam enrugados basicamente pela desidratação.



Isso, geralmente ocorre por:

1 - Está faltando água! Lembrem que borrifar uma planta (névoa) não é regar.

2 - Rega em excesso!

Sim! Tanto a falta como o excesso podem levar a uma planta ficar com os pseudobulbos enrugados. Mas, como saber?

No caso do excesso como as raízes e o substrato estão encharcados elas não conseguem "respirar" e acabam sufocando e apodrecendo e, perdem as raízes e uma planta sem raiz está fadada à morte.

DICAS: 
1- sempre molhar quando o substrato está completamente seco.
2- Verifique as raízes se estão boas (é um indicativo)
3 - Verifique se o substrato não estão muito velho, esfarelando e com cheiro mais ácido.

As plantas em tocos, placas, etc, secam muito mais rápido, então faça regas mais vezes para evitar a desidratação.
Neste caso, verifique também se as raízes estão boas e se a planta está bem enraizada, se o local é bem iluminado. Se o adubo que você usa está certo.

Para termos certeza que estamos fazendo a coisa certa é só verificar o desenvolvimento da planta. Se a planta está se desenvolvendo bem , emitindo raízes, folhas, brotos, é sinal que está fazendo a coisa certa.

Se você apenas borrifa levemente sua planta, tem que pelo menos 1 vez na semana fazer uma rega em abundância. Deixar a água correr por debaixo do vaso, assim "lava" o substrato, retirando os sais acumulados pela adubação.

Devido a permeabilidade restrita de água para seu interior, a planta não consegue absorver toda a água contida no substrato, de que ela necessita, se as raízes estão morrendo, devido a falta de oxigenação no substrato, então quanto mais se molha, maior será a deficiência de água e nutrientes na planta.

A desidratação, mudanças bruscas de temperatura, ataque de pragas e doenças, deficiência nutricional, levam ao aborto de botões e flores.

Vamos entender tudo isso?

Na natureza as orquídeas, quando chove, são regadas abundantemente e logo suas raízes secam, pois como estão fixas nas árvores, sem substrato, não há o que retenha umidade, assim como a ventilação no local favorece a isso.

Já no cultivo em vaso, o substrato demora mais para secar, e quanto mais velho o substrato, mais tempo para secar leva.

O que fazer, então?
Se você tem orquídeas em árvores, tocos, tronquinhos, placas e afins, deve regá-las diariamente ou dia sim, no outro não, conforme o clima de sua região.

Já, em vasos, devemos ter em mente que cada vaso é único! Ou seja, vai depender do tipo de orquídea ( se ela gosta de mais ou menos umidade), que tipo de substrato está, qual o clima de sua região.

DICA: Sempre deixar as raízes ficarem secas antes da próxima rega, sem deixar elas encharcadas, pois irão apodrecer!

Quando comecei a cultivar, matei todas minhas orquídeas por excesso de água. Depois, matei outras por falta. Com dificuldades em saber quando tem excesso ou falta, mudei a forma de cultivo separando as que gostam de mais ou menos umidade das demais, assim como, tentar cultivar em vasos (cestas, cachepos, etc) de acordo com o tipo de orquídea. Em relação ao substrato, usei vários tipos, porém somente quando "criei" a mistura ideal para o tipo do clima da minha cidade e do qual minhas orquídeas se adaptaram as coisas começaram a ir para frente.

Outra coisa que faço: quando verifiquei que minha orquídea está desidratada por falta de água, ou quando trago orquídeas para casa com este sinal, as deixo mergulhadas em um recipiente com água e Complexo B (Tiamina) ou Vitagold - são 10 gotas/l.

Eu rego abundantemente, 1 vez na semana, todas minhas orquídeas e borrifo, levemente, diariamente as que estão em troncos, placas e cachepôs dependendo do clima (o que pode ser em dias alternados)






quinta-feira, 20 de julho de 2017

FRIO, CALOR E NOSSAS ORQUÍDEAS

MUDANÇA DE TEMPERATURA



Sabemos que a alteração de temperatura ( dias mais quentes e noites mais frias) são essenciais para a floração, pois, na natureza ela consegue facilmente isso, mas e em casa?

Em regiões muito frias deve-se, se possível, trazer a orquídea para dentro de casa à noite, pois a queda da temperatura é muito grande.

Quado nossas orquídeas estão em árvores ou orquidários externos, o que podemos fazer é protege-las, seja colocando plásticos sobre elas ( evitando que o sereno, geada e outros venham a mata-la) e nos orquidários, envolver o mesmo com plástico agrícola. Uma outra opção, lembrando dos vinhedos é colocar latões com carvão, fogo e palha molhada em cima, produzindo uma "nuvem" de fumaça aquecida.

A observação fica para as orquídeas que ficam próximas às janelas, coloque um papelão entre o vaso e a janela, assim impedirá o frio gélido.


Observe sempre sua orquídea, pois se a temperatura é muito baixa as folhas e brotos logo ficarão escuros e moles e a orquídea como um todo ficará debilitada, sendo que a planta não será capaz de se defender de pragas e doenças.

No caso de temperaturas elevadas as folhas ficarão amarelas ou pretas. As ponta começam a ficas acastanhadas, com aparência de secas. AS folhas irão cair e as novas nascem deformadas.

Aumente a circulação de ar e coloque bandejas umidificadoras, fontes e se preciso até um ventilador.